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Preço da arroba do boi gordo cai ao menor índice em 20 anos


boi
Esta postagem foi publicada em 18 de junho de 2017 Brasil, Notícias Barra Lateral, Notícias em Destaque.

Demanda retraída, clima e o efeito das delações dos donos da JBS afetaram a atividade

Um cenário do tipo tempestade perfeita, com uma conjunção de fatores, fez o preço da arroba do boi gordo apresentar, no mês passado, a mais significativa baixa dos últimos 20 anos. A quantidade de reais que o produtor recebeu em maio por 15 quilos de peso dos animais prontos para abate caiu 4,63%, chegando aos R$ 128, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), vinculada à Universidade de São Paulo (USP).

A má notícia para o pecuarista timidamente chega – ou nem chega – como boa nova aos açougues. Especialistas no ramo e observadores da dinâmica do mercado do boi gordo concordam que três motivos resultaram, simultaneamente, na realidade de hoje, que preocupa o fazendeiro, o principal responsável pelo Brasil ter se tornado referência mundial na produção de carne. Sobre o futuro, predominam cautela e pessimismo.

 “É uma campanha, a hora é de conscientização, o pecuarista só deve vender o necessário para pagar as contas do dia a dia”, recomenda o diretor técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Valdecir Marin Júnior. “Essa foi uma queda histórica.” A crise econômica é a primeira razão que explica o recuo dos preços, devido à baixa demanda interna, sacrificada pelo menor poder aquisitivo das famílias. A carne bovina, proteína mais cara que o porco e o frango, está cada vez menos presente no prato do brasileiro.
 Na pecuária, as decisões são de longo prazo, o ciclo normal da atividade é de pelo menos ano e meio. Entre 2012 e 2016, mais vacas ficaram nos pastos para a reprodução. A matança de matrizes baixou nesse período de 42% do total para 38,6%, segundo o Cepea. Isso também faz com que o boi gordo do fazendeiro passe a valer menos. “No correr deste ano (2017), com a queda do preço do bezerro, houve aumento na participação das fêmeas no abate, ajudando a indústria a preencher as escalas e, consequentemente, pressionando (para baixo) o valor da arroba”, destaca o boletim divulgado pelo Cepea no fim de maio.

Efeito-dominó, o animal desmamado para reposição nas fazendas de engorda, com idade entre 8 meses a um ano, era vendido em janeiro a preço médio próximo de R$ 1.250, de acordo com o centro de estudos da Esalq. No mês passado, foi cotado abaixo de R$ 1,1 mil – desvalorização de 1,95% só em maio. Para fazer valer ainda mais a lei da oferta e da procura, um maio atípico de chuva, com pasto atipicamente frondoso, permitiu alongar o período de terminação dos bois no pasto.
Capim verde e abundante rende animais mais pesados e também a antecipação do abate de reses que tão cedo não seriam levadas ao frigorífico. Com o mercado retraído, o que seria boa notícia vira produto em excesso e faz o preço cair – ainda mais. “O produtor só tem uma alternativa: colocar o produto no mercado”, comenta o economista do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro), Felippe Serigati.

Para confirmar o cenário caótico e fazer a crise chegar forte ao pasto, nada melhor do que um escândalo – que ameaça inclusive o presidente da República. Além do baixo consumo de carne no mercado interno e do abate de fêmeas, o comprovado envolvimento da maior empresa compradora de bois gordos em doações irregulares para políticos ameaça toda a cadeia produtiva. O grupo JBS, dono dos frigoríficos Friboi, é porta de entrada no mercado de aproximadamente 30% dos bovinos que saem das fazendas brasileiras – o número é impreciso porque, segundo a empresa, essa informação é estratégica.

Oligopólio Sozinha, a JBS, conforme estimativa da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), mata três de cada dez animais abatidos no Brasil. No Mato Grosso, que abriga o maior rebanho do País, 49% das reses morrem nos frigoríficos Friboi. É um oligopólio que se estende por 17 Estados brasileiros onde a empresa fincou pé. Estrategicamente, a presença é mais forte no Mato Grosso do Sul, em Tocantins, no Pará e em São Paulo, que, junto com o Mato Grosso, formam o Corredor do Boi Gordo. “Aí, onde ocorrem os maiores abates, o grupo comprou e criou novas plantas”, explica o diretor técnico da ABCZ, Marin Júnior.

O rebanho brasileiro é de 210 milhões de cabeças. A taxa de desfrute, ou de animais que vão para matança, fica, usualmente, entre 15% a 20%, ou seja mais de 30 milhões de reses por ano. Rei deposto, rei morto. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), informou que trabalha no mapeamento de pequenas e médias plantas frigoríficos que podem voltar a funcionar e cogita ofertar linha de crédito para financiar o retorno desses matadouros à operação.

Futuro incerto

A reversão da queda no preço da arroba parece possibilidade remota. Avaliação do Cepea para o mercado futuro indica R$ 128 para outubro e R$ 130 para fevereiro de 2018 – em janeiro de 2017 a medida valia R$ 150. “É uma perspectiva de futuro bem desfavorável, sem expectativa de reversão para o próximo ano e meio”, opina o economista da Macroagro Consultoria Econômica, Carlos Thadeu Filho.


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